Poliglota, diz-se de uma pessoa que fala diversas línguas, normalmente mais de quatro. Palavra de origem grega para polý, que significa “numeroso” e glossai (ou também glottai), para “línguas”.

Segundo o Guinness, é o militar aposentado norte-americano Gregg M. Cox, capaz de ler e escrever em 64 línguas (14 delas com fluência) e 11 dialetos.

Antes dele, Giuseppe Gasparo Mezzofanti (Bolonha, 19 de setembro de 1774 — Roma, 15 de março de 1849) foi um cardeal italiano, célebre linguista e hiperpoliglota. Mezzofanti era bem conhecido por ser um hiperpoliglota que, de acordo com Russell 1858, falava pelo menos trinta línguas “com uma rara excelência”,

Mas há também casos extraordinários que não foram registrados no livro dos recordes. O catarinense Carlos Amaral Freire, de 82 anos, diz já ter estudado mais de 135 idiomas. “Há mais de 50 anos, aprendo dois novos por ano. Mas não tenho a vaidade de ser o maior poliglota do mundo”, diz. “Só para conversar com a minha família eu preciso de cinco línguas: basco, espanhol, italiano, grego e português”.

Ele é autor do livro Babel de Poemas, com textos traduzidos de 60 línguas para o português. Recentemente, estudou baixo-alemão (falado no norte da Alemanha) e siciliano e revisou outras cinco línguas.

Critérios objetivos

Devido à chegada dos computadores, os linguistas obtiveram uma melhor compreensão do que pode significar “saber um idioma”. Está estimado que as 2000 palavras mais usadas — em todos ou na maioria dos seus múltiplos sentidos — cobrem aproximadamente 75% ou 80% de um texto geral em inglês, ou em outros idiomas indo-europeus; um vocabulário tão limitado também permite a qualquer pessoa expressar conceitos mais complexos.

Cerca de 30.000 a 50.000 palavras nos dicionários de estudantes de inglês moderno podem ser definidas simplesmente com 2.000 a 3.000 palavras de vocabulário (aquelas mais frequentemente encontradas). Por outro lado, um falante nativo de inglês, com uma educação universitária, pode possuir cerca de 25.000 a 30.000 palavras de vocabulário passivo, chegando a 50.000 palavras ou mais, quando atingir cinquenta ou sessenta anos de idade.

Por isso é difícil julgar objetivamente muitas declarações de poliglotismo, um “diálogo fluído” pode ser alcançado com um vocabulário muito limitado e de uso geral.

Atualmente, quem fala mais de seis línguas tem sido chamado de hiperpoliglota. Este termo se refere a pessoas que falam como:

Ioannis Ikonomou (1964), tradutor chefe do parlamento dos EUA, que falava fluentemente 32 línguas.

Giuseppe Caspar Mezzofanti (1774–1849), cardial italiano que falava fluentemente 39 línguas.

Emil Krebs (1867–1930), poliglota e sinólogo alemão que falava e escrevia em 68 línguas, e compreendia mais 120.

Uku Masing (1909–1985), linguístico da Estônia que dizia conhecer cerca de 65 línguas, e podia traduzir 20.

Harold Williams (1876–1928), jornalista da Nova Zelândia que dizia falar mais de 58 línguas.

João Paulo II, papa que governou a Igreja Católica entre 1978 e 2005, falava cerca de 13 línguas, mas chegou a fazer pronunciamentos em mais de 50 idiomas.

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