Vários especialistas em inteligência artificial têm conduzido um experimento que demonstra que as máquinas são capazes de se comunicar uma com as outras.

Até agora sabíamos que os agentes são máquinas programadas através de software, e que podem nos ajudar em diversas tarefas do cotidiano como, por exemplo: manipular objetivo, realizar um determinado trabalho, interagir com o ambiente ao redor e até mesmo fazer cirurgias. No entanto, uma experiência recente vem demonstrando que os agentes também são capazes de criar uma linguagem própria para eles, para que possam se comunicar entre si de forma ainda mais eficiente.

Segundo revelou o grupo de pesquisas de inteligência virtual OpenAI através de um novo experimento, quando um agente é criado e programado para cooperar com outras máquinas, para cumprir uma determinada tarefa previamente designada, eles são capazes de se comunicarem entre si, para assim conseguir ser mais eficientes, sem que essa comunicação seja completamente pré-programada pelos humanos.

Os agentes que colaboraram nos recentes experimentos aprenderem a se comunicar através do método “tentativa-erro”, gravando as informações que os ajudavam a conseguir um determinado objetivo, e armazenando toda essa informação em uma espécie de rede neural virtual.

Os autores explicam que se um agente, por exemplo, se dá conta que poderia ter realizado melhor uma tarefa, se comunicará com um segundo agente através de uma linguagem desenvolvida por ele, para que este segundo agente possa completar a tarefa mais rapidamente e com mais êxito.

Para atingir seus objetivos neste estudo, os cientistas utilizaram o método de “aprendizagem por reforço”, através do qual os agentes tentam todo tipo de combinação para conseguir atingir um objetivo.

Por enquanto, este experimento só foi concluído com agentes no plano 2D, mas os pesquisadores afirmam que este é só o primeiro passo para que os agentes cheguem a criar uma linguagem completa e mais complexa. Vale notar que, nesse experimento, os “robôs” eram na verdade agentes virtuais simples atuando em um ambiente simulado bidimensional, e não robôs físicos.

Os pesquisadores afirmam também que é possível que em pouco tempo os agentes possam desenvolver uma linguagem suficientemente complexa, que inclusive necessite de tradução para o inglês ou qualquer outra língua, e que esta linguagem pode inclusive superar a linguagem humana.


Original: Los robots comienzan a hablar su propia lengua (em espanhol)

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