Este nome surgiu graças ao empreiteiro francês Aleixo Gary que firmou contrato com o ministério Imperial em 11 de outubro de 1876 para realizar a limpeza pública do Rio de Janeiro. Aleixo Gary inaugurou uma nova era na história da limpeza pública, apoiado principalmente em sua eficiência de trabalho, e sua empresa, a Aleixo Gary & Cia, foi responsável pela limpeza das ruas do Rio de Janeiro entre 1876 e 1891, quando a administração pública assumiu o serviço. O termo que leva seu nome, porém, continuou em uso, inclusive durante os anos do extinto estado da Guanabara, até sua fusão com o Rio de Janeiro em 1975.
Gary utilizava de homens e carroças para fazer a coleta dos resíduos das ruas, assim gerando o primeiro sistema de coleta de resíduos urbanos do Brasil. Toda vez que havia algum lugar muito sujo, ou quando alguém jogava lixo em lugares indevidos, havia sempre alguém que dizia: “chamem o Gary”, “chamem os meninos do Gary” ou “vai ser preciso chamar o Gary”
Com o tempo, o sobrenome de Aleixo se tornou sinônimo de varredor de ruas, assim com o tempo e com as mudanças no português brasileiro e a substituição das letras “y”, o nome dos garys sofreu uma alteração e ficou conhecido como garis, sendo assim até os dias atuais.
Em homenagem a ele, a Comlurb mantém no Rio de Janeiro, uma fábrica de utensílio para limpeza urbana que leva o nome de fábrica Aleixo Gary.
Em Portugal, esse profissional é chamado de Almeida ou Varredor de Rua.
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