A expressão é comumente usada quando nos encontramos em uma situação iminente de perigo ou constrangimento e nos safamos dela nos instantes finais. A origem documentada e aceita por etimologistas está no boxe: no fim do século XIX, quando o sino que encerra o round toca antes de a contagem de nocaute chegar a dez, o lutador é “salvo pelo sino” ou “salvo pelo gongo”. O primeiro registro em jornal dessa expressão data de 1893.

Duas outras histórias circulam como possível origem da expressão, mas ambas são consideradas lendas populares sem comprovação por etimologistas e pesquisadores, já que a expressão só aparece registrada por escrito décadas depois dos eventos que essas lendas descrevem.

Lenda 1: cordinha amarrada no pulso

Segundo essa lenda, antes de a catalepsia (distúrbio raro que impede a pessoa de se movimentar por horas, devido a enrijecimento muscular, mesmo estando consciente) ser reconhecida, pensava-se que quem sofria com isso estava, na verdade, morto, e a pessoa era enterrada viva por engano.

A lenda conta que, para evitar mais tragédias, famílias britânicas passaram a amarrar uma cordinha no pulso de quem seria enterrado, prendendo-a a um sino do lado de fora do túmulo, para que a pessoa pudesse pedir ajuda caso não estivesse realmente morta. “Caixões de segurança” com sistemas de sinos de fato existiram no século XIX, mas não há nenhum caso documentado de alguém salvo dessa forma, nem ligação comprovada com a origem da expressão.

Lenda 2: o guarda de Windsor

Outra história conhecida, também sem registro histórico que a comprove, envolve um soldado do palácio de Windsor, em Londres, na Inglaterra do século XVII. O guarda teria sido acusado de dormir no posto e, para se defender, alegado ter ouvido o sino da igreja tocar por 13 vezes naquela mesma noite. Em inglês, a expressão é “saved by the bell” (salvo pelo sino).

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