Qual frase os brasileiros querem ter na ponta da língua ao sair de viagem para um país estrangeiro? Pesquisa do Booking.com lista perguntas que viajantes mais procuram traduzir.

Esqueça instruções básicas como o caminho do banheiro ou do hotel: a informação mais desejada é a senha do wi-fi. Uma pesquisa realizada pela Booking com mais de mil brasileiros aponta que “Qual é a senha do Wi-Fi?” é a frase mais traduzida (58%), seguida por “A que horas é o café da manhã?” (51%) e “Qual é o melhor jeito para chegar à cidade/ao centro da cidade?” (48%).

Já o resultado da pesquisa ao redor do mundo, que levou em conta a opinião de mais de 18 mil viajantes de 25 países, aponta que a frase mais procurada é “Qual é o melhor jeito para chegar à cidade/ao centro da cidade?” (46%), seguida por “Qual é a senha do Wi-Fi?” (43%) e “A que horas é o café da manhã” (41%). Confira as listas completas:

Para os brasileiros:

  1. “Qual é a senha do Wi-Fi?” (58%)
  2. “A que horas é o café da manhã?” (51%)
  3. “Qual é o melhor jeito para chegar à cidade/ao centro da cidade?” (48%)
  4. “Onde posso provar a melhor comida?” (45%)
  5. “Onde é o banheiro?” (20%)
  6. “Preciso de café” (19%)
  7. “Me leve para algum lugar legal” (19%)
  8. “Posso fazer check-in antecipado?” (17%)
  9. “Onde é a farmácia mais próxima?” (14%)
  10. “O frigobar é cortesia?” (13%)

Globalmente:

  1. “Qual é o melhor jeito para chegar à cidade/ao centro da cidade?” (46%)
  2. “Qual é a senha do Wi-Fi?” (43%)
  3. “A que horas é o café da manhã?” (41%)
  4. “Onde posso provar a melhor comida?” (40%)
  5. “Onde é o banheiro?” (25%)
  6. “Me leve para algum lugar legal” (22%)
  7. “Preciso de café”(21%)
  8. “Não consigo lembrar o número do meu quarto”(11%)
  9. “Posso fazer check-in antecipado?” (11%)
  10. “Onde é a farmácia mais próxima?” (10%)

Tradutor na ponta dos dedos

De fato, ter acesso ao wi-fi significa (entre muitas coisas) poder traduzir todas as outras frases em um aplicativo de tradução, como o famoso Google Tradutor, o iTranslator, entre outros. Práticos e rápidos, os aplicativos permitem tradução por texto, voz e até mesmo imagens, o que pode ser bastante útil para auxiliar na interpretação de placas e menus de restaurante, por exemplo.

Mesmo que já tenha salvado muita gente na hora do aperto, os aplicativos são alvo críticas, tanto por especialistas em tradução quanto por usuários. Um exemplo é a estudante de Relações Públicas, Julia Putkamer. Em uma viagem à Tailândia em 2015, a estudante e seus amigos tiveram os pertences furtados enquanto viam o nascer do sol na praia. Ela então foi à polícia local, mas os policiais não falavam inglês. “A gente teve que usar o Google Tradutor. E eles riam demais. Não sei se era devido à história ou se ele traduzia para coisas engraçadas e diferentes. Fiz o B.O., mas saí de lá constrangida”, relembra Julia.

A coordenadora acadêmica do Instituto Cervantes ainda pontua que as ferramentas podem ser úteis para iniciar um diálogo simples, mas com limitações. “Caso a conversa evolua pode levar a situações de comunicação frustradas e até a conflitos de interculturalidade entre os turistas e os nativos”, explica.

Além dos problemas literais de tradução, viajar sem ter muita noção da língua local pode também limitar a experiência turística em si, como explica o professor da Aliança Francesa, Germano Manoel Pestana: “Se você viajar só falando português e usando aplicativos, vai ter uma experiência muito legal, mas limitada aos guias turísticos”. A recomendação do professor é dar uma estudadinha básica com o auxílio de aplicativos de ensino, como Duolingo e Babbel, ou aplicativos específicos do idioma nativo do país, como dicionários que permitam ouvir a pronúncia das palavras.


Fonte: O Globo

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