Aproximadamente 65 milhões de pessoas falam italiano como língua materna, e o total combinado de falantes nativos e de segunda língua chega a cerca de 85 milhões. Essas pessoas vivem principalmente na Itália, mas também no sul da Suíça – a “Suíça italiana” – e também na República independente de San Marino e a Cidade do Vaticano, onde o italiano é a língua de uso cotidiano e administrativo, enquanto o latim permanece como idioma formal da Santa Sé. O italiano é também falado por comunidades remanescentes da população italiana da Ístria (região na Eslovênia e Croácia), hoje minoria reconhecida de cerca de 14 mil pessoas na Croácia, e da Dalmácia (Croácia), onde a comunidade é hoje residual, de poucas centenas de falantes, um declínio drástico frente aos cerca de 66 mil habitantes italófonos registrados em 1816.

Além disso, a população local da Córsega fala o córsico, uma língua italo-românica estreitamente aparentada ao italiano (derivada do toscano medieval), com influência adicional do dialeto genovês, sobretudo nas áreas de Calvi e Bonifacio, onde o domínio de Gênova (1282-1768) deixou marcas mais fortes. No Département Alpes-Maritimes – especialmente em sua capital Nizza – e no Principado de Mônaco, muitas pessoas entendem italiano sem dificuldade.

Outro aspecto interessante é a influência da televisão, que faz com que muitos albaneses adquiram conhecimentos de italiano. Também em Malta, onde o italiano é uma das matérias estrangeiras mais estudadas nas escolas (embora o ensino das demais disciplinas seja em maltês e inglês), la lingua del Bel Paese (“a língua do belo país”) ainda é entendida por boa parte da população, sobretudo por herança da recepção histórica da TV italiana, embora essa compreensão esteja em declínio geracional. Nas antigas colônias, como a Eritreia e a Líbia, bem como na Etiópia, ocupada entre 1936 e 1941, o italiano deixou uma marca histórica importante, mas seu uso hoje é residual, limitado sobretudo a falantes mais velhos e a alguns empréstimos no vocabulário local, sem papel comercial ou educacional institucional relevante nos dias atuais.

Existem também várias comunidades de língua italiana nas Américas devido ao forte movimento de emigração italiana, particularmente na Argentina, Brasil, EUA, Canadá, México, Venezuela e Uruguai.

Estima-se que cerca de 15% da população brasileira seja de descendência italiana, segundo dados da Embaixada Italiana no Brasil (2013), número que coincide, mas não deve ser confundido, com outro dado de 2024 do laboratório de DNA Genera, segundo o qual a Itália responde por 15% da composição genética europeia média do brasileiro (que é de 72% no total), o IBGE não coleta dados oficiais de ancestralidade desde 1940.

Vale a pena aprender

Além do fascinante e despreocupado estilo de vida dos italianos, a influência da cultura italiana é de grande importância. Seja compositores italianos, escritores, pintores, escultores, arquitetos, diretores de cinema ou designers, todos são conhecidos mundialmente. Quem aprende italiano, aprende um mundo novo e fascinante. Além disso, abre novas portas para qualidade de vida, novas amizades e impulsos culturais.

A língua italiana é harmoniosa e musical, e se não fosse o bastante, a Itália figura entre os cinco países mais visitados do mundo. Mas para se sentir em casa na Itália e conhecer melhor as pessoas, é importante conhecer a sua língua e cultura. Outro argumento motivador para estudar italiano é la cucina italiana (“a cozinha italiana”), que já faz parte do nosso dia a dia.

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